blur best of

passaram há poucos dias 15 anos sobre a primeira vez que vi os blur ao vivo. em 1993 os blur já não eram novidade para mim, mas o concerto da figueira da foz marcou-me de forma definitiva. desde esse dia, a minha relação com o quarteto de colchester foi evoluindo num crescendo até ao anti-climax do passado dia 03 de Fevereiro. um dia destes ainda hei-de dissertar acerca da importância destes quatro rapazes na minha formação... e isto vem a propósito de um mail que recebi hoje da parlophone. aparentemente alguém se deu ao trabalho de carregar no youtube todos os 23 videos do best of com qualidade hi-fi.
fica aqui o player. para matar saudades...





whoo hoo!

Man Man

Honus Honus, Pow Pow, Critter Crat e Chang Wang são os Man Man, de Filadélfia. Os rótulos podem ser muitas vezes injustos, mas no caso dos Man Man para além de perfeitamente incólumes, são engraçados. Alguns como Maniac Gipsy Jazz, Moustache-core, ou Viking-Vaudeville são tiros na muche. Pessoalmente são uma das surpresas do ano. O espectáculo que deram em Grenoble, há um mês atrás a propósito do último trabalho Rabbit Habits, foi simplesmente alucinante. As muitas cadeiras vazias na sala não tiveram qualquer efeito na banda, que entrou com tudo desde o primeiro segundo, para um espectáculo de pirotecnica sonora de um nível impressionante. Apesar dos 2 encores, o concerto foi curto, com pouco mais de 1 hora. No entanto julgo que seria humanamente impossível descarregar tamanha quantidade de energia durante muito mais tempo, sem que entrassem em colapso. Não só o grupo, como a audiência e possívelmente o edifício inteiro. Não é sem um pouco de orgulho mal disfarçado, que deposito aqui a gravação quase integral do concerto.



P.S.: Alguém ainda tem de me convencer que o baterista e o Hugh Laurie não são a mesma pessoa.

Franz Ferdinand - em obras

Para quem quiser confirmar que os rapazes andam mesmo a trabalhar, aqui está um pequeno vídeo dos Franz Ferdinand durante uma sessão de gravação. Diz-se por aí que faz parte duma canção chamada "Under the stage". Este vídeo esteve disponível no myspace da banda, durante uns dias, tendo sido retirado pouco depois. Por agora, vale-nos o youtube. Enquanto isso, aguarda-se ansiosamente pelo primeiro fim de semana de Agosto...

Música Ambiente - Cloud Cult

Os Cloud Cult já têm um historial de 8 álbuns que remonta até 1994, altura em que Craig Minowa decidiu finalmente colocar em marcha o seu projecto para uma banda ambientalmente consciente. Este conceito levou-o à criação de uma editora própria, a Earthology Records, que respeitasse esse mesmo ideal - entre outras coisas, só utiliza material reciclado para o fabrico dos CD e todos os lucros são doados para movimentos ecológicos. Foi por esse motivo que o colectivo recusou várias ofertas de outras editoras. As produções musicais da banda são, no entanto, deixadas a correr em paralelo com este ideal, sempre a uma distância confortável, raramente deixando transparecer quaisquer motivos ecológicos para as letras. Uma outra característica original da banda, são as pinturas ao vivo durante os concertos. Dois dos membros, da banda, Scott West e Connie Minowa, pintam um quadro por cada concerto, que leiloam no final.

Mas os Cloud Cult são mais do que "apenas" isso. Aquando do seu último trabalho - Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes) - no início deste mês, e apesar do seu currículo, têm sido frequentemente anunciados como uma das revelações do ano (LA Times, NY Times e Pitchfork). Como mostra, fica o vídeo da sua passagem pelo SXSW deste ano. A música chama-se We are all clouds. Podem encontrar mais música no Myspace da banda.

PS: mind the links..

Florence and the Machine



Tem ou não tem pinta?! Acho que não vale a pena dizer grande coisa sobre esta miúda. Grande voz!

Idaho (ou a crónica duma guerra com o google)

Faz hoje um mês que os Idaho actuaram em Grenoble. Até me terem recomendado este concerto, pouco ou nada sabia sobre eles e as várias pesquisas que fiz no google, com diferentes combinações de termos, revelaram-se pouco frutíferas. Este é definitivamente o nome ideal para uma banda que prentenda manter-se longe de olhares indiscretos. Fora o site oficial, pouco mais se consegue encontrar que diga respeito aos Idaho (banda) e não ao estado. A ausência de informação é terreno infértil para a geração de preconceitos mas espicaça a curiosidade. E eu sou um tipo curioso.

A primeira parte esteve a cargo de Julia Kent, uma violoncelista solo, adepta do famigerado método suzuki, cuja performance apenas serviu para aumentar a minha estima e consideração pelo trabalho do Andrew Bird.

Os Idaho finalizaram aqui a sua tourné europeia começada ainda no ano passado. Já bem rodados, deram um show quase familiar, bem ao meu gosto, para uma plateia que não ultrapassava as 100 pessoas (porque não cabiam mais). Não me vou esticar na análise, muito às custas da minha ignorância geral sobre as músicas, mas também porque deixo aqui os registos em vídeo. A inércia também pode desempenhar uma parte, mas a verdade é que assim poderão fazer a vossa própria avaliação. Mais uma vez derrotado nas pesquisas google, não consegui descobrir o nome das músicas para completar a informação nos vídeos. Agradeço portanto qualquer ajuda que me chegar às mãos. Entretanto o vocalista - o Jeff (é assim que a gente se trata) - escreveu-me a pedir essa mesma gravação, em troca duma em formato áudio. Respondi-lhe que se eu soubesse que eles estavam assim tão à vontade com gravações do público, talvez os vídeos não tivessem saído tão tremidos. Fica para uma próxima.

Fleet Foxes

A ultima descoberta que me fez palpitar os sentidos foram estes Srs. de Seattle através do maravilhoso EP Sun Giant e, posteriomente, através de Ragged Wood. Praticam um som similar aos Band of Horses e assinaram pela Sub Pop.

Estiveram recentemente no SXSW e parece que arrasaram.

Faixas como “Your Protector”, “English House”, “Ragged Wood”, “Mykonos” ou “Drops in the River” são, para mim, arrasadoras.

Senhoras e senhores - Fleet Foxes.


Chan Marshall

...ou Cat Power, como preferirem, acrescentou a Europa ao seu roteiro de viagens e vai começar logo por Portugal com 2 (duas!) datas: Lisboa e Porto, por ordem cronológica. Os concertos vão ter lugar nos respectivos Coliseus, nos dias 26 e 28 de Maio. Acompanhada pelos The Dirty Delta Blues, a Mrs. Power vai apresentar Jukebox, um trabalho onde re-intrepreta canções de Bob Dylan, Joni Mitchell ou Nick Cave se tiverem a sorte de encontrarem a edição com o CD bónus. Há também canções fresquinhas para quem preferir: Song for Bobby e Metal Heart. Não é a primeira vez que Cat Power edita um album de covers, já o havia feito antes, e melhor - digo eu - em The Covers Record. Mesmo assim, não é desculpa para perder esta(s) oportunidade(s). Se ainda assim tiverem com dúvidas, ouçam o tema abaixo. É remédio santo.



Quem?

Mountain Goats. Até há uns tempos atrás, não reconhecia este nome de lado nenhum. Subitamente alguém me envia uma entrevista do vocalista, John Darnielle, que me deixa intrigado e me lança numa viagem interwébica (sim, interwébica!), ou não fossem eles reverenciados pela qualidade das suas letras sítio sim, sítio sim. Dizem que são eruditas, fazendo referências à literatura clássica, história, arte, mitologia, religião e outras tantas coisas assustadoras. Posso garantir que são no míninimo sarcásticas. Poupo-vos a presunção dos links, para cada uma das fontes, coisa que sempre me deixa um pouco angustiado porque raramente tenho paciência para os seguir e ver do que tratam, poupando-me também a mim do trabalho de as colocar. Assim toda a gente sai a ganhar. Não vos poupo é de títulos ilustrativos como "The anti-music song", "Scavenger Babies ou "Song for the julian calendar". Mas, e vendo bem, também não é essa a raison d'être deste post, só para dizer que eu também sei fazer uso de referências estranhas e falar 3 línguas diferentes na mesma frase.

Os Mountain Goats, que tem sido altamente prolíficos desde os anos 90, lançaram o seu último album Heretic Pride no passado dia 19 deste mês, e chamaram o director Ace Norton (Bloc Party e Death Cab for Cutie) para a realização do video do single Sax Rhomer #1. E eis-nos chegados ao busílis da coisa. O dito video é fantástico, no mínimo. Só mais uma nota: foi filmado de um só take.


Pete & The Pirates

São britanicos, mais concretamente de Reading e têm em Little Death o seu album de estreia. Produzido por Gareth Parton que já trabalhou com os The Killers, The Go! Team e The Futureheads, merece bem uma escuta atenta. Eu gostei! :P


Fim-de-semana

Vêm de Nova York e são viciantes

Dizem-se seguidores dos seguintes estilos : 'Cape Cod Kwassa Kwassa', 'Upper West Side Soweto', 'Campus', and 'Oxford Comma Riddim.'". Eu acredito, piamente, que sim pelo menos a avaliar pelas músicas! :P



10 anos mais tarde...

Os Portishead começaram já as tradicionais manobras de aquecimento antes de regressarem aos palcos. O colectivo de Bristol já marcou a data de lançamento do seu terceiro album, creativamente intitulado Third, para 14 de Abril. Já que é seguro presumir que não foi a escolha do nome que obrigou a esta delonga, espera-se que o trabalho final o justifique.

As primeiras aparições aconteceram já em Dezembro do ano passado, quando participaram no festival ATP Nightmare Before Christmas e na Bristol Academy, onde aproveitaram para mostrar algum trabalho feito, mas verdadeiro regresso foi poéticamente enquadrada na época primaveril, altura em que vão entrar em digressão pela Europa, a começar exactamente pelos palcos nacionais - confirmado no seu site ofical. Os bilhetes encontram-se já à venda na Ticketline.

Enquanto esperam, fiquem com um dos novos temas, interpretado ao vivo no festival ATP.


Radiohead 2.x (revoluções à parte)

Aquando do lançamento de "In Rainbows", os radiohead dividiram o mundo mediático em duas metades: os que apenas regorgitavam a palavra "revolução" sem sentido e pela enésima vez, e os que aproveitaram para falar também das músicas enquanto o faziam. Por mim, saquei o album a custo zero e a única diferença entre esse e outros, é que este me deixou a consciência um pouquinho mais pesada. Não tanto como quando soneguei o album dos Vangelis da coleçcão da minha irmã e o leiloei no liceu, mas quase.

A verdade é que o golpe de marketing, se é que era para ser isso, inicialmente funcionou bem. E depois funcionou bem demais. Para quem, como eu, durante uns meses não conseguiu ver senão a poeira à frente dos olhos, fica a informação de que a opinião generalizada sobre o album foi bastante positiva (aqui), o que por si só já dizer algo. Não sei bem o quê, mas diz. Ademais, a única crítica menos favorável e mais curiosa que encontrei, foi sobre a "pobre execução online do plano" (aqui).

Detalhes à parte, difícilmente conseguirão encontrar um produto com tão boa relação qualidade/preço, principalmente se o tentarem por vias legais. Mas a verdade é que os Radiohead não precisam de fazer nenhuma revolução para fazerem o que se espera deles, e trata-se de facto de um excelente album, cujas raízes podem ser seguidas com facilidade até vários pontos da sua discografia. Deixo as críticas a sério para os profissionais, mas os interessados podem encontrar na Rolling Stone online, um artigo de 01.Out.2007 onde é feita uma brevíssima revisão música-a-música de todo o album, mas mais que isso, com gravações de vídeos das mesmas tocadas ao vivo em concertos antes do lançamento (aqui).

No sotheycanfit, fica o concerto intitulado Scotch Mist que os Radiohead ofereceram aos fãs na véspera de ano novo, numa sessão pré-gravada e transmitida no seu site oficial na mesma noite, onde tocaram ao vivo todas os temas do já famigerado album.

Primeira cinzelada na pedra

Não consigo imaginar melhor forma de desflorar este blog que ao som de Andrew Bird. Foi uma das minhas descobertas musicais do ano transacto e actor principal de um dos momentos altos da minha carreira de espectador, aquando da sua (curta) participação no festival Just Rock? no Transbordeur, Lyon.

Originalmente um violinista, transformado em multi-instrumentalista versado no método Suzuki, e auto-intitulado assobiador profissional, Andrew Bird conta já com 10 trabalhos editados: 7 de estúdio a título próprio ou com a sua banda Andrew Bird's Bowl of Fire, e 3 ao vivo.

Foi às custas da tournée europeia do último, Armchair Apocrypha, onde apareceu acompanhado por Jeremy Ylvisaker (baixo) e Martin Dosh (bateria e teclado), que tive o prazer de assistir a um concerto que me deixou estupefacto. E se as músicas ouvidas do album são já envolventes, então ao vivo, onde se tem a possibilidade de assistir à sua reconstrução, fragmento a fragmento, ganham uma dimensão verdadeiramente arrebatora. Há todo um aspecto voyeurista à mistura, sentimo-nos testemunhas do processo de criação artística, ou pelo menos a um re-run, e chegados ao final há uma espécie de comunhão com a obra, difícil de imaginar possível de atingir de qualquer outra forma.

Para partilhar, eis a gravação humilde, relativamente legal, mas acima de tudo em exclusivo mundial, de duas músicas desse concerto. A primeira é do tema Why (original de 2001, do album "The swimming hour", transformada e reeditada em Fingerlings, 2002). A segunda chama-se "Keep your lamp trimmed and burning" e é um original de Reverend Gary Davis. Mais no youtube.

Os Bloggers

  • Jorge Corker
  • Alexandre Borges
  • Daniel Marinha
  • Hugo Abreu
  • Nuno Videira

Categorias

Mais Recentes

Arquivo